Quem é você?

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Goste da pessoa que você é, ou então mude para gostar.

Hoje posso dizer que gosto muito mais de mim. Não me vejo mais como uma formação universitária ou uma profissão. Não me apresento mais assim, não me DEFINO mais por isso.

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Também não vejo mais as pessoas assim, pouco me interessa no que você trabalha, não faço seleção de empregos hehe… não me importa onde frequenta, as marcas que usa ou o carro que dirige. Quando pergunto quem é você quero saber teu nome, teus sonhos, tuas vontades. Tua essência muito me interessa, e a minha também.

Acredito que sejam fases, momentos de vida que passamos e vão contribuindo para nossa própria auto-definição, antes desse momento deixamos que outros nos definam, talvez por ainda não sabermos realmente quem somos.
Quando criança são nossas famílias que nos definem. –  a filha do Gelson – a neta do José.
Na escola, os colegas. – a novata – a cdf – a quatro-olhos.
Na faculdade é o momento em que nós mesmos começamos a nos apresentar, porque nos dão essa chance já no primeiro dia de aula, mas já estamos tão acostumados a receber definições de outros, que só seguimos a receita.
– a estudante de Design.
Depois vem o emprego, no qual já nos apresentamos com a pré-definição da faculdade. E a cada troca de emprego você troca também de identidade, e quando a faculdade acaba, o emprego se torna o seu RG principal. – a fotógrafa – a editora – a designer.

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Mais da metade da nossa vida são outras pessoas que nos definem, que dizem quem somos, o que fazemos, de onde viemos e para onde vamos. Mas chega um determinado tempo em que isso já não pode mais ser assim. É um tempo de consciência sobre si próprio que precisa acontecer (olha eu aqui dizendo o que você deve fazer).
Mas acredito que cada pessoa tenha seu tempo, seu momento, uma hora ou outra a gente pára pra pensar na nossa própria vida e resolve que ninguém mais pode tomar nossas rédeas, nos direcionar ou nos definir. E é nesse momento que a gente decide o que fica e o que o vento leva da gente.

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O mais importante é se olhar no espelho e sentir que ali habita alguém do bem, alguém de quem você se orgulha, alguém que você sentirá prazer de estar a vida toda, um você que vale a pena ser.

Cultivar em você qualidades que você admira é a maior prova de amor que você dará ao mundo. Ser alguém melhor para você e para todos contribui para que outros também busquem ser melhores.
E os defeitos, bem… os defeitos sempre existirão, mas são sempre motivação para mudança e evolução, eles não te definem, aliás, nada mais te define, a não ser que você permita, lembre-se disso.

E então… quem é você? …  em essência, por você mesmo…
Já se perguntou isso?
 A resposta nem sempre vem de cara, acho que a gente fica meio imerso em um limbo entre quem sou e quem desejo ser. Mas isso já é alguma coisa, estar em transição é muito melhor do que estar definido, até por que a vida é movimento e evolução, e se a gente não escolhe pra onde ir, alguém vem e escolhe pela gente, porque ficar parado não é uma opção.
Pelo menos é isso o que eu penso. 😉

As ilustras lindas deste post são de Henn Kim, que retrata o cotidiano em obras p&b cheias de metáforas e surrealismo.

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